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Publicado em 22/05/2026

Fraudes bancárias: polícia mira dono de oficina e funcionários de banco em esquema milionário na Grande BH

Fraudes bancárias: polícia mira dono de oficina e funcionários de banco em esquema milionário na Grande BH
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Operação da Polícia Civil bloqueia R$ 25 milhões

A Polícia Civil realizou uma operação contra um esquema de fraudes bancárias em cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A investigação aponta a participação de pelo menos três gerentes e ex-funcionários de banco no desvio de dinheiro de contas de clientes.

De acordo com a polícia, o líder do grupo é um empresário dono de uma oficina de carros em Belo Horizonte. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, mas ninguém foi preso.

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Durante a ação, que ocorreu na quarta-feira (20) e quinta-feira (21), cerca de R$ 25 milhões foram bloqueados em contas ligadas aos suspeitos.

Os policiais cumpriram os mandados em Belo Horizonte, Nova Lima e Vespasiano.

Veículos de luxo apreendidos

Durante a operação, foram apreendidos veículos de luxo, celulares, cartões bancários e maquininhas de débito e crédito que podem ter sido usados no esquema.

Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram há cerca de um ano, após os setores jurídico e de segurança de uma instituição financeira informarem sobre o esquema estruturado para desviar dinheiro de contas bancárias.

Como funcionava o esquema

De acordo com o delegado Felipe Freitas, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio, o grupo, liderado pelo dono da oficina, contava com a colaboração de funcionários do banco para acessar e movimentar as contas das vítimas.

“Esse empresário contava com a colaboração interna desses gerentes. Ele cadastrava a própria biometria dele, a própria face, a própria digital, e movimentava a conta daquele cliente”, afirmou o delegado.

Uma das vítimas teve prejuízo superior a R$ 520 mil, segundo a Polícia Civil.

Operação estruturada para lavar dinheiro

Ainda conforme o delegado, o dinheiro desviado era lavado por meio de empresas de fachada e também por comércios já existentes.

“Com o avançar das investigações, coletamos muito mais provas a respeito dos fatos e já temos toda uma movimentação financeira mapeada, com quebra de sigilo bancário e fiscal”, disse Felipe Freitas.

Os gerentes investigados foram afastados das funções pela própria instituição financeira, de acordo com a polícia.

Apesar da identificação dos suspeitos e do suposto chefe do esquema, a Justiça não autorizou os pedidos de prisão feitos pela Polícia Civil até o momento.

“Iremos fazer um novo pedido à Justiça pela decretação da prisão dos envolvidos, já identificados, e de outros que ainda estão em fase de identificação”, completou o delegado.

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Divulgação/PCMG

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